segunda-feira, julho 07, 2008

Crises que nos fortalecem

"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei n'Ele. Bom é o Senhor para os que esperam por Ele, para a alma que o busca. bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio." (Lm. 3:21-26)

Queridos, esta semana, trago a vocês a transcrição de um texto, que eu particularmente admiro muito, escrito pela Ana Paula Valadão, vocalista do grupo de louvor, Diante do Trono. Meu desejo é que suas palavras toquem seus corações, assim como tocou o meu, de forma a trazer a paz, o amor, a alegria e todos os bons sentimentos do Senhor Jesus Cristo para as suas vidas. Todos nós passamos por invernos em nossas vidas, mas o próprio Pai nos diz que as crises nos fortalecem. O pai que ama, educa, repreende, ensina. E muitas vezes, as crises, as dificuldades e os problemas são a forma como Deus encontrou para nos trazer de volta ao caminho certo, ou talvez, somente nos fazer crescer, nos dando sabedoria para sabermos encarar cada situação do dia-a-dia. E é assim que devemos agir: usar a crise para crescer e nos fortalecer espiritualmente, não nos deixando abater e nem fraquejar. Por mais difícil que possa parecer, Deus tem um plano para nossas vidas. Muitas vezes queremos tudo para ontem, mas o tempo de Deus, o tempo certo para cada ocasião, virá de forma especial e graciosa. Se está difícil, dê graças a Deus! Se está fácil, dê graças a Deus! Como minha mãe sempre me disse, desde que eu era bem pequena, "filha, o lado bom das coisas; sempre existe alguém em uma situação pior do que a sua!". E quando conseguimos a serenidade de encarar a vida desta maneira, tudo fica mais fácil. Com Deus ao nosso lado então, pode vir a tribulação que for, que passaremos por ela cantando louvores e agradecidos! Agora, aproveite a leitura do texto que trouxe com muito carinho para você hoje.


Esperança

"Muitas vezes a nossa vida se compara à uma árvore. Assim como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As flores já não existem mais, os frutos desaparecem. O que resta, para quem observa a pobre árvore, são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que parece na verdade estar matando a árvore, na verdade, é essencial para a sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças, antes usadas para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando as raízes. Dizem ainda que, em muitos lugares onde não há inverno, as árvores não produzem frutos.

E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração (Dt. 8:2). Toda a beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela um "trapo de imunidade" (Is. 64:4) e nós murchamos como as folhas de uma árvore que seca. As circunstâncias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração (Pv. 13:12).

Muitos se perdem exatamente aí, no inverno de suas vidas. Mas, em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno é uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos e de sermos transformados à medida em que conhecemos a Deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total para com o Senhor (Deus) e a desfrutar o descanso em sua soberana vontade. É na morte do "eu" que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas que passamos a experimentar o braço do Senhor (Deus) agindo em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega em Seu colo paterno e, então, podemos chegar onde devemos ir. É na nossa limitação que experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim que trocamos os trapos da nossa justiça própria pela obra perfeita e graciosa de Cristo na cruz.

Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que, às vezes, nos debatemos, mas quando enfim nos rendemos, entremos como em um estado de hibernação, onde "dormimos" interiormente.

Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parecem estar em um "estado de espera". E realmente estão, elas não morreram. As palavras de vida, proclamadas por Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. São promessas do Senhor (Deus) para o nosso casamento, para os nossos filhos, para os nossos ministérios. E enquanto descansamos no Senhor (Deus), Ele trabalha para cumprir cada uma de Suas palavras.

Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar; é ter a esperança da próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente e ela voltará a dar frutos e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser esperança, pois você tocará as flores, comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor (Deus) vai acender o seu coração adormecido (...)."

Ana Paula Valadão Bessa


Para entrar em contato, escreva para: pequenamissionaria@gmail.com

Jesus te abençoe!

Pequena Missionária.

Um comentário:

Gustavo disse...

Oi Lívia. Parabéns pelo blog. Passarei sempre aqui para encontrar essas mensagens de reflexão.
Abração
Gustavo